A criação de um Conselho Consultivo ainda é um tema novo para muitas empresas brasileiras, especialmente de pequeno e médio porte. Muitos empresários reconhecem a importância da governança, mas a dúvida permanece: por onde começar?
Passo a passo para implantação do Conselho Consultivo
Defina o objetivo
Antes de convidar qualquer conselheiro, reflita sobre a dor ou necessidade que o Conselho irá ajudar a resolver. Pode ser a sucessão familiar, a expansão do negócio, a profissionalização da gestão ou o fortalecimento da governança.
Composição estratégica
A escolha dos membros é decisiva. O ideal é contar com profissionais independentes, que tragam visões complementares e experiência em áreas críticas para a empresa. A diversidade de perfis enriquece o debate e amplia as alternativas estratégicas.
Dinâmica das reuniões
Estabeleça desde o início a frequência dos encontros (mensais, bimestrais), a pauta (estratégica, não operacional), o registro das decisões e os mecanismos de acompanhamento. A disciplina na rotina das reuniões é o que garante que o Conselho traga resultados.
Além das empresas privadas, organizações da sociedade civil também têm se beneficiado com a criação de Conselhos Consultivos.
O olhar do Terceiro Setor
A vice-presidente de operações do @Observatório Social do Brasil – São Paulo, @Gioia Matilde Alba Tumbiolo Tosi, destaca:
“Percebemos a importância de contar com um Conselho Consultivo, ainda que não fosse exigência estatutária.”
“No início, o colegiado era formado por representantes de organizações apoiadoras. Com o tempo, passaram a se integrar membros independentes, oriundos do mundo corporativo e do setor público, que trouxeram a diversidade e pluralidade tão necessária para enriquecer as discussões.”
“As orientações, críticas e sugestões desse grupo têm sido fundamentais para o fortalecimento do nosso trabalho.”
Ela enfatiza ainda que o Conselho contribui em áreas essenciais como Governança, Compliance, Captação de Recursos, Comunicação e indicadores de impacto social.
Na @ABRAPHEM, a Presidente @Mariana Batazza, reforça a importância estratégica do Conselho para a evolução da instituição:
“Com a atuação do Conselho, ficou evidente o quanto o apoio de profissionais experientes transforma e qualifica o nosso trabalho. Ganhamos clareza em nossa missão, estruturamos um planejamento estratégico para o crescimento da instituição e passamos a organizar de forma mais cuidadosa a captação e a utilização de recursos financeiros e humanos.”
“O nível de maturidade e sucesso que a ABRAPHEM alcançou hoje é, em grande parte, fruto do trabalho realizado em conjunto com o nosso Conselho Consultivo.”
Se a sua empresa e/ou instituição já cumpre esses requisitos, está no caminho certo para implantar um Conselho Consultivo eficiente.
Portanto, para beneficiar-se de um modelo de governança mais robusto e profissional, os primeiros passos não exigem complexidade. Com objetivos claros, a escolha adequada de membros e uma dinâmica estruturada de reuniões, mesmo empresas menores ou organizações do terceiro setor podem se.
Essa jornada é um passo importante para preparar o futuro, garantir perenidade e fortalecer a confiança entre sócios, gestores, conselheiros e stakeholders.
